Uma peça publicitária dificilmente faz sucesso no mundo inteiro. O festival de Cannes está aí para provar isso. A maioria das peças não despertaria interesse, se vinculadas no Brasil. A interpretação das peças é fruto de um contexto cultural. Por isso muitas vezes paramos para pensar: como "aquela" peça publicitária conseguiu vencer o festival de Cannes?
Vejamos, o princípio básico do Marketing Global é: oriente-se ao mercado local. A publicidade em nosso país teve início com capital estrangeiro. Agências pioneiras aqui no Brasil, como McCann Erickson e J. Walter Thompson, criavam campanhas publicitárias orientando seu conteúdo ao estilo de vida norte-americano. Somente nos últimos 20 anos as empresas nacionais começaram a fazer sucesso. Hoje somos referência em qualidade e criatividade. Nosso amadurecimento deve-se a nossa capacidade-necessidade de adaptar ao inconsciente popular.
Hoje, o grande desafio das agências de publicidade é criar campanhas mundiais focadas em targets específicos. Alvos que podem está em qualquer parte do mundo. Trabalhando sempre no fio da navalha. Entre a obra-prima e a incompreensão. Fazer-se entender mundialmente e despertar prospects no Brasil, na Tanzânia, na China e em Nova York.
Sendo assim, observe a peça abaixo. Produzida pela agência The Jupiter Drawing Room, de Joanesburgo na África do Sul. Vencedora do Leão de Ouro em Cannes 2005, criada para divulgar o polidor de sapatos da Nugget.
O que mais chama minha atenção em uma peça publicitária é o "ahhhh!". Explico. A figura da direita mostra uma "pesca" colada por um estudante qualquer. Num primeiro momento, a reação natural é surgir um "hã?". A peça está incompreensível não acha?! Mas ao vê o produto localizado no canto inferior direito, vem o "ahhhh!". Quando o publicitário consegue associar o "hã?" com o "ahhhh!", temos uma mistura perfeita. Muito bem sacado não acha?!
Será que os diferentes povos que compõe essa aldeia global conseguirão manter, daqui para frente, a riqueza contida em suas diversidades culturais? Ou será que o atual processo de mundialização da cultura norte-americana deixará todos eles com a mesma cara dos USA? O que acontecerá com a cultura brasileira, se até agora ainda estamos construindo nossa própria identidade cultural? Para... Leia mais.
Ir ao cinema não está fácil. É tanto lixo que fico triste. Como sempre a saída é correr atrás de DVDs. E se for um clássico, melhor ainda. Pensando assim aluguei O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972) e O Poderoso Chefão: Parte II (The Godfather: Part II, 1974), somando-se 371 minutos dentro do universo da máfia italiana.
O filme mostra a saga da família Corleone contada pelo aclamado diretor Francis Ford Coppola e o roteirista Mario Puzo. Aliás, o roteiro é o que há de melhor em O Poderoso Chefão. O filme que deu origem a série ganhou 3 Oscars: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (Marlon Brando), recebeu ainda 8 indicações. A Parte II da série venceu 6 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Robert DeNiro), Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Além disso recebeu ainda outras 5 indicações.
O Poderoso Chefão se tornou um mito, repleto de momentos históricos para o cinema. Exemplo: o tiroteio na barraca de frutas, o assassinato no restaurante, Don Vito no canteiro de tomates com seu neto, a seqüência de Michael na Sicília e muitas outras. Depois de 25 anos, as cenas parecem ainda mais reais, percorrendo os corredores da memória dos cinéfilos.
Comparando o original com a continuação, gostei mais do primeiro filme. A presença de Don Vito Corleone (Marlon Brando) fez muita falta na continuação. No primeiro filme o expectador sente-se ávido por partidarismos - comuns em filmes entre o bem e o mal. Mas em O Poderoso Chefão não há bandido e nem mocinhos. Todos vivem uma justiça paralela, controlada pela máfia italiana. Uma versão "alto luxo" da realidade de nossas favelas brasileiras. Aliás, a corrupção parecia tão impregnada que induzia a um pensamento irremediável. Assim como no Brasil. Dessa forma, é impossível não traçar paralelos.
Ao final do filme O Poderoso Chefão: Parte II, fiquei pensativo. Todas as críticas que leio falam que esse é o melhor trabalho da série. Contabilizando Oscar, a Parte II também vence por 6 a 3. Até em duração ele vence, com 200 minutos contra 173 do original. Enfim, todos os indicadores apontam que a Parte II é a melhor. Mas vou morrer tendo a certeza que nunca irão lançar uma continuação melhor que o original. É só lembrar de "Matrix", "Star Wars", "Exterminador do Futuro", e por aí vai. Abaixo as continuações!!! Viva a originalidade!!! Sabe do que lembrei agora... Rambo I, II, III, IV, V, VI, VII,...
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O livro Amor é Prosa, Sexo é Poesia é um apanhado de crônicas afetivas escritas pelo extra-série Arnaldo Jabor. É uma anormalidade percorrer a alma feminina na visão de um homem, que segundo ele próprio, nasceu para ser travesti. "O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida. [...] Mas não é um mundo delicado, romântico e fértil da mulher... Leia mais.
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