28/07/2005

Batman Begins: o resgate do super-herói mais teatral da história

Depois de 20 anos vendo o Batman ser avacalhado por humoristas, assistir ao filme Batman Begins (Batman Begins, 2005) foi um choque. Nem lembrava mais o quanto já fui fã do homem-morcego. Ultimamente, sempre que escutava o nome do herói, lembrava logo dos Trapalhões, com o Dedé fantasiado de morcegão. O filme Batman Begins conseguiu o que nenhum outro filme havia feito até agora... Leia mais.

27/07/2005

O Quarteto Fantástico, perder tempo é uma arte

O Quarteto Fantástico (Fantastic Four, 2005) não foi um filme decepcionante. Mas isso não quer dizer que gostei do que vi. O Quarteto Fantástico não decepcionou porque não criei expectativa alguma. Fui ao cinema apenas pela "obrigação" de manter-me informado sobre as últimas de Hollywood [típico de quem não tem nada o que fazer].

Confesso que os efeitos especiais são engraçadinhos. É um homem se esticando daqui, uma mulher desaparecendo dali, outro pegando fogo, um virando rocha, enfim. Uma das únicas coisas que consegui enxergar positivamente no filme foram as ações de divulgação. Muito bom o trailer e os cartazes. Os websites brasileiros também deram ampla cobertura, com chamada nos principais portais. O site oficial do filme também merece elogios, pois adaptou-se para várias línguas estrangeiras [apesar do conteúdo ser diferente de um para outro, privilegiando usuários americanos].


Uma curiosidade: a idéia inicial era fazer o personagem "O Coisa" todo digitalmente. Essa idéia foi abandonada pois o resultado ficaria muito próximo do filme "Hulk". E para quem lembra, "Hulk" foi uma grande merda [me perdoe esse excesso de raiva]. Então, aplausos para quem decidiu usar um cara de cara e osso. Para quem não tem dinheiro, o certo é usar o bom e velho feijão-com-arroz. Não recomendo O Quarteto Fantástico. Nem mesmo como entretenimento, porque até para perder tempo é preciso ter classe. O filme é insosso, barulhento, sem pé e nem cabeça. Conselho: não veja. A não ser que seu objetivo seja vê a bela Jessica Alba em ação, aí tudo bem.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

26/07/2005

Antropomarketing: a influência da cultura no comportamento do consumidor

Conforme havia prometido, tenho o prazer de publicar o artigo científico baseado na monografia Antropomarketing: a influência da cultura no comportamento do consumidor. Espero que essa minha pesquisa possa contribuir para outros trabalhos sobre Antropologia aplicada ao Marketing. O tema é fantástico, com certeza aprofundarei o debate a esse respeito. Para fazer o download, clique aqui e acesse o Portal dos Administradores.

23/07/2005

Mantenha o Seu Cérebro Vivo: neuróbica para trabalhar nossa capacidade inexplorada

No livro Mantenha o Seu Cérebro Vivo, os autores apresentam-nos a nova ciência do exercício do cérebro, a Neuróbica. Eles apostam que, assim como os exercícios físicos ajudam a manter a forma, a Neuróbica pode ajudar a melhorar a capacidade mental. Vou logo avisando que Neuróbica é muito diferente de outros tipos de exercício cerebral que, em geral, envolvem quebra-cabeças... Leia mais.

21/07/2005

Bahia de todos os ângulos

"Ô Bahia, Bahia que não me sai do pensamento". O que que a Bahia têm? Atrás dessa resposta percorri Salvador atrás de fotos com novos ângulos da cidade.

Começamos pela praia Jardim de Alah (1), local interessante com gramado e coqueiros. As ondas são favoráveis para surfistas iniciantes e praticantes de bodyboard. As pedras prejudicam bastante a diversão dos banhistas, contudo o cenário é ideal para pesca.

O Pelourinho (2) e suas estreitas ruas é um convite para um mergulho cultural. Cercado por igrejas lindíssimas, casas históricas, museus e fundações, tornam o local um verdadeiro centro cultural. O grande problema é que no período da noite os corredores são cercados por mendigos e crianças pedintes. É quase que impossível caminhar sem ser abordado. Vendedores chatos oferecendo de tudo. Mesmo o bom policiamento no local não consegue evitar essa situação.

O Mercado Modelo (3) é cenário preferido dos turistas para acompanhar apresentações culturais como rodas de capoeira.

O Elevador Lacerda (4) une as duas partes de Salvador: a Cidade Alta e a Cidade Baixa. O elevador foi construído em 1873 pelo engenheiro Antônio Lacerda, com duas cabines movidas a força hidráulica, passagem baratinha, apenas 5 centavos. Mas o passeio é sem graça.

Em 29 de Março de 1999, em comemoração dos 450 anos da fundação de Salvador, foi entregue à cidade o Monumento Cruz Caída (5), no Belvedere da Sé. Trata-se de uma construção monumental em aço inox, com 12 metros de altura, situada na área frontal da Cidade Alta, entre o Palácio Episcopal e a Igreja da Misericórdia.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (6) situa-se na antiga rua das Portas do Carmo, numa praça com o interessante formato triangular. A igreja surgiu com a demolição do cavaleiro e da porta que servia de defesa à cidade, no Largo do Pelourinho.


18/07/2005

Sobre Meninos e Lobos

Desde que assisti ao filme "Menina de Ouro" (vencedor do Oscar 2005, leia meu post), fiquei apaixonado pelo trabalho do diretor Clint Eastwood. Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003) é um filme daqueles que se sobressai naturalmente, sem grandes investimentos, sem grandes estardalhaços, simplesmente acontece. Como o próprio Eastwood fala no making-off, esse filme nada mais é, senão um grupo de atores expondo todo o seu potencial. Esqueça os efeitos especiais de Peter Jackson, esqueça os alienígenas de Steven Spielberg, esqueça as lutas interestelares de George Lucas, simplesmente deixe-se envolver pelo ótimo roteiro e pelas geniais interpretações de Kevin Bacon, Tim Robbins, Sean Penn e o grande Morpheus, ops, Laurence Fishburne.

Uma estória sem heróis, sem bandidos, uma estória triste e uma estória cheia de reviravoltas. Eu adoro tudo isso. Uma coisa impressiona muito. Cada uma das cenas parece ser a mais importante do filme. A cada novo problema, o filme ganha novos ares, oxigena-se. Como um poema de Guimarães Rosa, é preciso uma constante retroalimentação contextual. Após o filme, seria interessante assisti-lo de trás para frente. A idéia é meio louca, mais completamente justificável.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

10/07/2005

Hellboy: despertando o demônio que habita nossas almas

Hellboy (Hellboy, 2004) é um bom entretenimento, mas não passa disso. Deixei-me iludir pelo comentário da capa do DVD, o texto dizia: "o filme de ação mais emocionante depois de Matrix". Não chega nem perto disso. No entanto não posso negar que foi uma bela adaptação da história em quadrinhos criada pela editora Dark Horse. Dirigido por Guillermo del Toro.... Leia mais.

Diários de Motocicleta, assim nasce um líder revolucionário

Diários de Motocicleta (The Motorcycle Diaries, 2004), baseado nos relatos de Ernesto Guevara de la Serna, conta a história de uma aventura vivida em 1952, pelo então estudante de medicina e seu amigo Alberto Granado, quando decidem cruzar a América do Sul sobre uma moto.

O que poderia ser apenas a realização de um sonho comum a todo jovem, tornou-se o marco de nascimento do revolucionário Che Guevara. Líder político latino-americano, cuja negação a aderir-se tanto ao capitalismo quanto ao comunismo ortodoxo, transformou-o numa figura emblemática da luta socialista.

Na viagem mostrada em Diários de Motocicleta, Ernesto enxerga entre todos os povos latino-americanos, uma só alma, uma só esperança, uma só lágrima, uma só voz, um só suspiro, buscando a libertação da América do Sul diante as mazelas capitalistas.

Quando chega a Machu Pichu, no Peru, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população. Os doentes de lepra vivem em San Pablo, isolados no lado brasileiro do rio Amazonas. Esse trecho do diário de Ernesto deu origem a música Al Otro Lado Del Río do músico uruguaio Jorge Drexler, vencedor do Oscar 2005 de melhor canção.

Convencido de que a revolução era a única solução possível para acabar com as injustiças sociais existentes na América Latina, em 1954 Guevara marcha rumo ao México, onde se une ao movimento integrado por revolucionários cubanos seguidores de Fidel Castro. Foi aí que ganhou o apelido de "Che", por seu jeito argentino de falar, parecido com os gaúchos.

O filme Diários de Motocicleta é uma aula de "como nasce um líder". Veja o que diz o manual da administração.

1º) Ter um sonho: Ernesto Guevara viajou pela América sem saber o que queria, estava em busca de uma razão para sua vida. Ele achava que era a medicina, mas depois de conviver com tantas histórias tristes do sofrido povo latino, percebeu que poderia colaborar muito mais, tornou-se Che Guevara.

2º) Reconhecer o valor das pessoas: ele aprendeu a amar seu povo, como médico convivia de perto com as doenças, as injustiças e tinha confiança nos indivíduos, na força da coletividade, na capacidade dos liderados, sem preconceitos e disposto sempre a ajudar.

3º) Auto-sacrifício: é preciso se sacrificar, e Ernesto o fez. Abandonou aqueles que amava, deixou para trás o conforto de sua casa, trocou as certezas de sua profissão pela incertezas da guerra. Umas das última cenas do filme, Ernesto se joga ao rio, mesmo com sua doença, consegue chegar ao outro lado, para comemorar seu aniversário com os doentes que cuidava.

4º) Visão de futuro: é preciso imaginar um mundo melhor e contagiar todos os demais. Ernesto sonhava numa nova América Latina, uma América socialista, livre da opressão capitalista.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

07/07/2005

Olga, um filme apaixonante

Olga (Olga, 2004) é realmente um filme para vencer prêmios. Perfeito tecnicamente: luz, fotografia, figurino, maquiagem, roteiro, atuações, enfim. Só a música que achei que poderia ter um melhor ritmo, ser mais contagiante. É interessante notar os conflitos que Olga enfrentava ao ter que optar entre o amor de Luis Carlos Prestes e a luta por seus ideais. Em uma das passagens Olga fala a Prestes: "perto de você eu não me reconheço". Um verdadeiro clássico do cinema nacional. Leia abaixo o trecho da última carta escrita por Olga, 33 anos, momentos antes de ser enviada para a câmara de gás, em Bernburg, Alemanha, em 1942.

"Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegar. Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir, para ser mais forte amanhã. Beijo-os pela última vez."

Confira o trailer (em alemão) clicando no botão play da imagem abaixo.

Guerra dos Mundos

Mais uma bola dentro de Steven Spielberg. Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005) manteve um grande suspense sobre a face dos extraterrestres durante a divulgação dos trailers e cartazes do filme. Isso acabou gerando muita curiosidade nos fãs, isso é bom. Sabe o que é mais legal em Guerra dos Mundos?! Com uns 20 minutos de filme você começa a ficar apreensivo, franzindo a testa e com os olhos esbugalhados. Eu nunca havia assistido a um filme com essa sensação. O tempo todo incomodado com alguma coisa. Como diria uma das personagens: "isso não é uma guerra, é um extermínio". E de fato parecia, 1 bilhão de pessoas mortas por milhares de monstrengos gigantes espalhados pelo mundo atrás de sangue humano.

Spielberg colocou várias cenas clássicas no filme. Poderia citar uma dezena delas, todas com um clima de pânico e de suspense. O problema é que o expectador vai criando uma grande expectativa para vê como será o desfecho. E adivinhe quem salva o mundo... Eles, o americanos! (argh!) Bola fora Spielberg. O final parece comédia pastelão. Os extraterrestres, que pareciam invencíveis, foram derrotados por pombos, oh yeah, pombos. Habla sério papito.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

04/07/2005

Piauí Pop | Jackie Tequila, Coca-Cola e água sem gás

Última noite de Piauí Pop, é hora e vez do reggae. Tribo de Jah com sua batida maranhense, um jeito de dançar diferente, dois pra cá dois pra lá. Os caras fizeram uma média com a galera, ao cantar a música "De Teresina a São Luís", da dupla João do Vale e o mestre Luiz Gonzaga. Pra ser sincero gosto mais da batida pesada do reggae, viva Peter Tosh! Viva Pato Banton, Go Pato!

O show do Skank foi excelente. O problema dos caras é o mal planejamento da ordem das músicas. A primeira música de um show tem que ser um clássico ou uma música que esteja nas paradas, caso contrário a adrenalina vai de mil para zero, como ocorreu com o Skank, Capital Inicial e muitos outros. Pura burrice, logo uma banda feito o Skank, o que não falta é sucesso.

E a Pitty heim, querendo ser a Amy Lee do Evanescence. Na hora do show, a cada 10 gritos, 11 tinham voz de criança. Mas uma coisa é inegável, a moça se garante. Arrebenta na guitarra e falta engolir o microfone, dá para entrar na lista dos "considerados". O festival Piauí Pop 2005 terminou ao som do CPM22, graças a deus nessa hora eu já tava em casa no terceiro sono, mas como tem gosto para tudo, se quiser leia aqui sobre o show.

Agora falando sério, os problemas foram: 1) O som que estava péssimo, baixo e com muito ruído; 2) Comida cara, um hambúrguer monopolizado do Bob's a 4 contos; 3) Vigilantes [ou seriam assaltantes?] de carro cobrando 5 reais; 4) Camarote que balançava mais que um barco; 5) Crianças cheirando loló; 6) Um bando de babaca sem camisa, se drogando com o próprio fedor; 7) Muito "roqueiro" sentado olhando a banda passar; 8) Iluminação de vaquejada; 9) Músicos cansados, vindos de outro festival no Amazonas; e 10) Buracos para tudo que era lugar do gramado.

Mas também teve coisa boa: 1) Engenheiros do Hawaii com Humberto Gessinger no piano acústico; 2) Excelente espaço eletrônico; 3) Divulgação da cultura hip-hop; 4) Música até dizer chega; 5) Excelentes atrações piauienses como Brigite Bardot, Ostiga Jr, Madame Baterflai, Teófilo e Dr. Bean; 6) Segurança; 7) Transmissão ao vivo; 8) Show do Biquini Cavadão; 9) Bandeira piauiense em destaque; e 10) Reconhecimento do Piauí como um estado que produz rock de qualidade.

03/07/2005

Piauí Pop | O sussurro interplanetário dos Engenheiros do Hawaii

Segundo dia de Piauí Pop, a noite começo com o show do Biquini Cavadão, que agora em 2005 está comemorando 20 anos de história. O performance da banda foi eleita a melhor do Piauí Pop 2004, então a expectativa era a repetição da dose. De fato ocorreu. Biquini é sem dúvida a banda dos músicos mais malucos do rock nacional. O guitarrista Carlos Coelho é um show no palco, não sei como o cara consegue tocar pulando daquele jeito. Bruno, o vocalista, é "sem noção", com 5 minutos de show o cara já fica ensopado de suor. Eles cantam Legião, Nirvana, Cazuza, tudo que a galera gosta. Essa mistura torna o show do Biquini sempre um espetáculo à parte. Sem contar o domínio que o Bruno tem do público, a massa faz o que o cara manda. Só perde para torcida do meu Mengão.

A noite seguiu com o show do Capital Inicial. Como gosto muito do Capital, vou fazer o seguinte, pontuar o show apenas pelos últimos 30 minutos. Sim, porque essa estória de fim de turnê deixa os músicos acabados. O começo do show do Capital não conseguiu empolgar ninguém. Mas como falei, vou considerar apenas os últimos 30 minutos, onde eles aceleraram as batidas, aumentaram a voz e acertaram a guitarra, mostrando que mesmo cansados estão entre as 5 melhores bandas do Brasil. Escutar "Natasha", "A Sua Maneira", "Quatro Vezes Você" pagou o ingresso.

Engenheiros do Hawaii foi a terceira banda da noite. Era o show que eu estava mais esperando. Escuto Engenheiros desde criança mas nunca havia ido a um show. Os caras abriram o espetáculo com "O Papa é Pop", show! Eles estão em turnê com o álbum Acústico MTV, ou seja, marca registrada de sucesso. Acho que até demorou demais para a MTV se render ao talendo de Humberto Gessinger. Escutar Engenheiros acústico e ao vivo, sem palavras, cantando baixinho, como um sussurro, entrando na mente como uma declamação poética interplanetária. Porque "Nós Somos Quem Podemos Ser", dentro dessa "Terra de Gigantes", andando pela "Infinita Highway", que "Pra Ser Sincero", tenho que confessar "Eu Que Não Amo Você", esqueça minha "A Promessa" feita "Refrão de Bolero". Uma dica: entre no site oficial e escute todas as músicas gratuitamente.

A noite teve ainda Angra. Muita meninada gritando e se rasgando pelos cabeludos. Não gosto de Angra! Pra dizer a verdade, prefiro o som do Massacration!!! Iéééé...

02/07/2005

Piauí Pop | Os Paralamas do Sucesso, ao vivo

Teve início o festival de música Piauí Pop 2005. É o segundo ano que o evento ocorre, dessa vez com mais atrações. Serão três dias de evento, envolvendo bandas regionais e nacionais. Essa fórmula de misturar rock, música eletrônica, hip-hop, cria uma salada musical bem bacana.

Dia 01/07/05, ontem, teve início o festival com três atrações nacionais. Os primeiros da noite foram os caras do Detonautas Roque Clube. Não gosto do som dos deles, acho muito repetitivo, sem conteúdo e melódico demais. Típico dos babacas que gostam da novelinha Malhação.

Para começar, de fato, a noite, entrou no palco Herbert Viana e Os Paralamas do Sucesso. A melhor banda brasileira. Tocam muito. Pena que o show não foi tão empolgante quanto a última apresentação deles em Teresina. Mesmo assim eles garantiram a diversão da massa ao tocarem alguns de seus clássicos. Os Paralamas também tocaram vários sucessos do álbum "Longo Caminho", gravado após o acidente que ocorreu com o Herbert. O apogeu do show foi escutar "Que País é Esse", música que marca como nunca o atual momento de nosso país.

Cidade Negra foi a última banda a entrar no palco Torquato Neto. Esperava-se muito de Tony Garrido e sua turma devido a ótima apresentação que fizeram no festival de 2004. Mas eles ficaram devendo. Na época eles estavam na turnê do disco acústico, o som era mais ritmado, empolgante, tocavam inspirados em Gregory Isaacs, The Wailers e Bob Marley. Na atual turnê a proposta é outra. Eles ainda tocam seus clássicos, mas com novas roupagens, bem mais cadenciado. Chegava a ser sonolento. Seu som agora está com cara de UB 40 e Big Mountain. Não que não goste, mas para dançar reggae, ainda prefiro o bom e velho Bob Marley com seus amigos do The Wailers.

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