28/05/2005

Câmeras digitais Fuji, com função delete

Sexta-feira (27/05) em Teresina/PI, ocorreu o COMTOTAL, congresso de publicidade, marketing e jornalismo. Uma das palestras interessantes foi proferida pelo publicitário baiano Maurício Carvalho, vice-presidente de criação da Propeg/BA. Maurício começou sua carreira em 1993 e 3 anos mais tarde já recebia o título de Profissional do Ano no Prêmio Colunistas. Ele falou sobre a importância do humor para a comunicação publicitária. Eu fico cada vez mais fico convencido que através do riso é possível conquistar tudo, inclusive clientes.

Um exemplo disso é a peça sueca "Sorriso de Mulher", da Fujifilm. Eles queriam divulgar um dos maiores benefícios de suas câmeras digitais, que é a opção de deletar as fotos ruins e tirá-las novamente. Pegaram uma situação muito comum e pronto. Produzido pela agência Lowe Brindfors de Stockholm, esse anúncio foi bronze na categoria outdoor no Eurobest Live 2004.


26/05/2005

Malcolm X

Muçulmano, negro e revolucionário, pregou a luta armada contra os brancos americanos, registrado como Malcolm Little, caiu no mundo com o apelido de Red, morreu como El-Hajj Malik El-Shabazz, o nome dele é Malcolm X.

Em todas as fases de sua vida, ele conviveu com ameaças, atentados e ódio racial. Em 21 de fevereiro de 1965, às 15h10, a história do líder americano que lutava pelos direitos dos negros chegou ao fim com 14 tiros. Malcolm foi assassinado diante de uma platéia que incluía sua mulher e três de suas quatro filhas, num teatro no Harlem, em Nova York. Três homens ligados a uma organização religiosa da qual Malcolm foi líder durante anos, a Nação do Islã, foram presos, mas nunca ficou esclarecido quem planejou o crime.

Na revista Aventuras na História (edição 22) tem um texto interessante, no qual ele diz: "Tenho pele clara porque a mãe da minha mãe foi estuprada por um homem branco. Odeio cada gota de sangue branco que há em mim. Nós não separamos nossa cor da nossa religião. O homem branco também nunca separou o cristianismo da cor branca. Quando você ouve o homem branco se gabando: 'Eu sou cristão', ele está se gabando de ser um homem branco. Minha, mãe era cristã, meu pai era cristão. Meu pai era um homem negro e minha mãe era uma mulher negra, mas as canções que eles cantavam na igreja eram feitas para encher seus corações com o desejo de ser branco".


15/05/2005

Vitrais de Dom Bosco

Flickr@danielcbranco A fotografia foi tirada no Santuário Dom Bosco localizado em Brasília/DF. O local contém 80 colunas de 16 metros de altura e vitrais azuis belgas, os quais simbolizam um céu estrelado, mais do que isso, o local é um símbolo candango da luta e ascensão de Cristo.

Tecnicamente o enquadramento buscou revelar as principais facetas do altar central do santuário. Adotando uma perspectiva de baixo para cima, buscou-se exaltar a imponência dos vitrais e a beleza mística estelar resultante do reflexo solar nos vitrais. A iluminação mecânica que destaca a escadaria é uma alusão às penitências feitas pelos católicos durante os momentos de fé e adoração. Ao pé da escada, o fiel se coloca numa posição submissa a Deus, ao mesmo tempo de sacrifício e de contemplação.

A foto possui duas claras divisões, uma branca, formada pelo mármore e outra azul, formada pelo vidro. A primeira representa a vida do católico, o sofrimento, os pecados, a dor, a rigidez e o sacrifício. É a vida terrena. No lado oposto temos o azul, simbolizando o céu, a ascensão ao paraíso, o descanso eterno, e o encontro com Deus.

Para quebrar e ao mesmo tempo recompor a figura, há uma imagem de Jesus crucificado. Ao fundo uma luz forte e radiante surge, deixando na penumbra o corpo de Cristo, descoberto nos lampejos de fé, na perversa luz que esconde e revela. Essa luz favorece a entrada desse elemento na foto, delineando a escultura, proporcionando dramaticidade e tornando esse elemento o ponto de convergência do observador.
Flickr

11/05/2005

Segmentação de mercado: um apêndice do Marketing ou uma peça mecânica de síntese estatística?

As novas tecnologias de informação e entretenimento trouxeram mudanças profundas nas estratégias de comunicação em marketing. As mídias de massa enfrentam a "crise dos 40". Dentro desse arcabouço evolutivo, surgem novos desafios às empresas, sendo o maior deles: achar o cliente.

Nesse contexto temos o processo de segmentação de mercado, ao qual Hooley & Saunders (2001) define com muita maestria as premissas fundamentais. Para os autores é necessário que os segmentos tenham diferenciação entre os clientes, partindo-se da premissa que nenhum cliente é igual a outro. Deve haver ainda critérios mensuráveis de segmentação, ou seja, o administrador deve traduzir numericamente o valor de cada segmento. Por fim, eles são categóricos ao colocarem que a "seleção criativa de bases de segmentação diferenciadas, pode freqüentemente ajudar a obter novos enfoques de velhas estruturas de mercado".

Segmentação não é um processo novo. Wendell Smith (1956), já fazia uma diferenciação entre estratégias de diferenciação de produtos (promoção sobre o produto) e segmentação de mercado (ajustando ofertas de mercado em diversas maneiras para satisfazer mais precisamente as exigências dos diferentes tipos de clientes). Sendo considerado por muitos autores como o marco divisório entre o pensamento dos economistas – predominante até então – e o pensamento mercadológico.

No Brasil temos uma realidade controversa. Segmentação é encarada como uma peça de uma estrutura mecânica de síntese estatística, ou seja, é apenas um gráfico demonstrativo contendo dados sobre determinado agrupamento de clientes. Para esses executivos, a decisão óbvia é mudar a linguagem publicitária. Note que a segmentação é encarada como um instrumento reativo.

O lendário fotógrafo Marcel Proust (1871-1922) é autor de uma frase que revela bem a importância da interpretação, seja na fotografia ou nas estratégias de marketing para descoberta de novos mercado de atuação. Ele dizia que "a verdadeira origem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos".

Os benefícios do processo de segmentação de mercado vão além da simples análise estatística. Encarado de forma estratégica, como uma verdadeira estratégia de marketing, a empresa irá adequar seus produtos e serviços aos mercados alvo, e não o contrário. A segmentação permite a criação de um nicho defensivo, mapeamento do market share qualitativo, mensuração de resultados pontuais, descoberta de novos mercados e descoberta de novas oportunidades em velhos mercados.

O filósofo-militarista chinês Sun Tzu nos ensinava há 2.500 anos em que uma correta identificação dos segmentos de mercado e suas respectivas características, são essenciais para evitar desperdícios e potencializar investimentos. "Táticas militares são como água corrente. A água corrente sempre se move de cima para baixo, evita o terreno alto e flui para o terreno baixo. Assim, são as táticas militares, sempre evitam os pontos fortes do inimigo e atacam os seus pontos fracos". Assim como na guerra, o mercado de hoje exige decisões rápidas e certeiras. Viva Tzu!


08/05/2005

Os Incríveis

Filmes de animação é o que há de melhor da indústria cinematográfica de nossa geração. Há começar por "Procurando Nemo", um clássico incomparável e de uma unanimidade que poucas vezes vi. Outro fenômeno é "Shrek", o ogro está entre as 10 maiores bilheterias da história do cinema e não tem pressa para ir embora. Pode esperar, em breve "Shrek 3". Poderia falar em "Monstros S/A", "A Era do Gelo" e outros que fizeram muito sucesso. Uma das últimas surpresas foi o filme Os Incríveis (The Incredibles, 2004), da Disney-Pixar. Não tão profundo quanto "Procurando Nemo", não tão engraçado quanto "Shrek" e não tão inteligente quanto "A Era do Gelo", mas com características próprias que me fizeram gostar muito de Os Incríveis.

A começar pela proposta do filme. Mostrar um super-herói enfrentando a crise da meia idade. Como seria a aposentadoria de um astro que sua rotina é salvar o mundo? A vida tem nos mostrado que deixar a glória de lado e enfrentar a realidade do tempo não é fácil. Constantemente nos deparamos com políticos, jogadores de futebol, empresários, que não querem se aposentar. Saber a hora certa de parar não é fácil.

Depois disso, Os Incríveis exploram os problemas de uma família comum, uma mãe super-protetora, uma garota super-tímida, um menino super-danado e um pai de família super-estressado (claro, tudo elevado ao patamar de "super"). Outro ponto que chama bastante atenção é o desenho das personagens. O Sr. Incrível é gordo, com um barrigão enorme e está ficando careca. A Sra. Incrível tem o quadril largo, corte de cabelo redondo e uma aparência amável. A Incrível Girl é magricela, cabelo cobrindo o rosto e fala com uma timidez adolescente. O Incrível Boy é baixinho e invocado. Nada além de uma família normal.


O Sr. Incrível tem de enfrentar uma dúvida cruel: até que ponto vale vale a pena sacrificar a segurança da família para voltar a ser super-herói? Quem gosta de quadrinhos (HQs) deve saber que esse é o dilema de todo super-herói (Homem-Aranha, Superman, etc). Os Incríveis não é um filme para criança. É uma lição, mostrando que até os super-heróis enfrentam crise existencial. Nesse sentido, um bom filme.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

07/05/2005

Operação Babá

Vin Diesel mais uma vez interpreta um agente secreto. Então por que Operação Babá (The Pacifier, 2005) está há tanto tempo entre as maiores bilheterias dos Estados Unidos? Eu respondo. Pela comédia impagável que é o filme. Muito bom mesmo. Principalmente quando o Diesel está se adaptando à inusitada missão militar de ter que cuidar de cinco pestinhas. Cinco não, seis. Ainda tem um pato na jogada.

Até agora já são US$ 43,2 milhões (Nielsen EDI, Inc) de arrecadação. Mas não vá ao cinema esperando nada de especial, apenas boa comédia. Destaque para a personagem interpretada por Morgan York (a garotinha de suéter azul do pôster ao lado). Em uma das cenas mais engraçadas, Morgan e sua turminha, denominadas "As Vaga-lumes", detonam de porrada um grupinho de garotos escoteiros.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

06/05/2005

Você têm um cachorro?

Esse singelo comercial foi produzido pela agência francesa Leo Burnett para o pet shop Tinka Lotto. Vale a pena baixar e assistir, o arquivo é pequeno, apenas 489KB. Um cachorro cavando no quintal, de repente... petróleo! Pois é. No final surge o cachorro todo preto e a pergunta: "Don't have a dog?" (Não tem um cachorro?). Bem, não sou muito chegado em animais de estimação, mas pensando bem, eu poderia ficar milionário... Rex, Rex, uif uif uif uif!

Faça download do vídeo (tamanho: 489KB - formato: QuickTime). Basta clicar com o botão direito e escolher a opção salvar destino como.


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