"...que faz eu pensar em você e esquecer de mim, que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver". Que ninguém me escute, mas eu vi o filme do Zezé. Para quem ainda não sabe, 2 Filhos de Francisco conta a história da dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano e irá representar o Brasil no Oscar 2006. Depois de 132 minutos de filme, posso testemunhar que a vida deles é uma bela... Leia mais.
Sou fã da saga O Senhor dos Anéis, ou, como preferem os mais fanáticos, The Lord of the Rings. Vendo e revendo o filme diversas vezes, descobri alguns pecados nessa obra-prima dirigida por Peter Jackson. Antes de tudo, preciso dizer que só comentarei a parte I e II da trilogia. O motivo é simples. Dia 14 de dezembro de 2005, a New Line Cinema irá lançar a parte III, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, edição especial. O DVD trará mais de 50 minutos de cenas inéditas, totalizando cerca de 4 horas e 10 minutos de filme. Então, só comentarei depois de vê a versão definitiva.
É incrível, mas ainda hoje existem pessoas que nunca viram a saga dos anéis. Para esses, reproduzo aqui uma contextualização da história do filme, contada logo no início da Sociedade do Anel.
"O mundo mudou, posso senti-lo na água, posso senti-lo na terra, posso senti-lo no ar, muito do que havia está perdido, pois nenhum dos que se lembra, está vivo. Tudo começou com a forjadura dos grandes anéis. Três foram dados aos Elfos, imortais e os mais sábios e justos de todos os seres. Sete, aos senhores dos Anões, grandes mineradores e artesãos dos saguões das montanhas. E nove, nove anéis foram dados à raça dos Homens, que acima de tudo desejavam o poder. Pois esses anéis continham a força e a vontade para governar cada raça. Mas todos eles foram enganados. Pois outro Anel foi feito. Na terra de Mordor, no fogo da Montanha da Perdição. O senhor do escuro, Sauron, forjou em segredo um Anel mestre, para controlar todos os outros. E neste Anel ele colocou toda sua crueldade, sua maldade e sua vontade de dominar todas as formas de vida. Um Anel para dominar a todos.
Uma a uma as terras livres da Terra Média foram dominadas pelo poder do Anel. Mas alguns resistiram. Uma última aliança entre Homens e Elfos marchou contra os exércitos de Mordor e nas encostas da Montanha da Perdição lutaram pela liberdade da Terra Média. A vitória estava próxima. Mas o poder do Anel não podia ser desfeito. E foi neste momento, quando a esperança havia acabado, que Isildor, filho do Rei, tomou a espada de seu pai. Sauron, o inimigo dos povos livres da Terra Média, fora derrotado.
O Anel, passou para Isildur, que teve a chance única de destruir o mal para sempre. Mas o coração dos homens é facilmente corrompido. E o Anel de poder tem vontade própria. E traiu Isildor, provocando sua morte. E algumas coisas que não deviam ser esquecidas, se perderam. A história se tornou lenda, a lenda se tornou mito e durante 2.500 anos o Anel ficou totalmente esquecido. Até que surgiu a oportunidade e seduziu um novo portador. O Anel foi para as mãos de Gollum, que o levou para as profundezas dos túneis das montanhas sombrias. E lá ele o consumiu. O Anel deu a Gollum uma vida anormalmente longa, durante 500 anos envenenou sua mente. E na escuridão da caverna de Gollum ele esperou. A escuridão voltou para floresta do mundo. Os rumores cresceram a respeito de uma sombra no leste, sussurros de um medo iluminável e o Anel de poder percebeu que sua hora havia chegado. E abandou Gollum. Mas aconteceu algo que o Anel não pretendia, ele foi pego pela mais improvável das criaturas, um Hobbit, Bilbo Bolseiro do Condado, e logo chegará o tempo em que os Hobbits governarão destino de todos".
Foi muita ousadia minha querer traduzir O Senhor dos Anéis em três parágrafos, então, compre livro e veja os filmes, okay?! Vamos logo aos 5 pecados capitais encontrados no filme.
O primeiro deles: A trilogia O Senhor dos Anéis é perfeita tecnicamente. O filme foi locado na Nova Zelândia, um lugar espetacular por suas belezas naturais. E só lembrar da cena em que Pippin acende o Farol de Amoldin enquanto as Minas Tirith eram atacadas pelo exército de Sauron. O expectador se transforma em um verdadeiro Nazgûl, sobrevoando o exótico terreno da Oceania. Destaque especial também para o figurino, simplesmente extraordinário. Não é fácil retratar a diversidade de monstrengos como Orcs, Uruk-Hai e Goblins. O grande diferencial é que todos são mostrados bem de perto, sem truques de iluminação. Então o primeiro pecado é: depois do filme, ninguém agüenta mais filmes com cenários meia-boca.
O segundo pecado capital do filme: a diversidade cultural do universo de J.R.R. Tolkien. Quem gosta de "Star Wars" sabe que cultura é o caminho para o sucesso. Mas O Senhor dos Anéis é campeão, pois ao contrário de "Star Wars", o filme explora detalhadamente cada uma das culturas. Cada mudança do universo cultural é acompanhada de novas cores, novos sons, nova trilha sonora, novos diálogos, novos conflitos, novos ritmos e novos desafios aos personagens. No início da trilogia somos apresentados à comunidade dos Hobbits. Uma cultura pacífica, quase que esquecida do resto da Terra Média. O mago Gandalf os define bem: "hobbits são criaturas maravilhosas, pode-se saber tudo o que há para saber sobre eles em um mês, mesmo assim depois de cem anos, eles ainda nos surpreendem". Temos ainda a cultura dos Humanos, dos Elfos, Magos, Anões, Ents e por aí vai. Pecado: mostrar-nos as possibilidades que a diversidade cultural proporciona.
Terceiro grande pecado: as batalhas. O diretor Peter Jackson é absoluto nesse pecado. Antes da produção de O Senhor dos Anéis, as batalhas eram mostradas de longe, como se fossemos terceira pessoa. Em O Senhor dos Anéis, o expectador entra na batalha, literalmente. A estratégia de posicionamento das câmeras mostrado no making-off do filme, mostra que Jackson revolucionou ao colocar câmeras corrediças dentro das batalhas. O resultado é assustadoramente realista. Junte com isso os efeitos de computação que nos colocam sobre grandes catapultas, no controle de Oliphants, voando com Águias gigantes, galopando com o cavalo Scadufax, e teremos um filme totalmente interativo. E o que é melhor, sem torná-lo artificial. Então o pecado é: os filmes épicos terão que reaprender a reproduzir batalhas.
Quarto pecado capital: O Senhor dos Anéis não é um sanduíche. Explico. A maioria dos filmes tem uma grande cena no começo e outra no final, os resto é embromação. Com O Senhor dos Anéis é diferente. O expectador muitas vezes perde a respiração, fica sem ar, não consegue respirar. O filme não tem intervalo. Todas as cenas são de tirar o fôlego. Não existe início e nem fim, a cada momento o filme recomeça. Cada cena parece ser a última. Então o pecado é: ninguém agüenta mais vê filme com apenas duas cenas. Estamos cansados de sanduíche.
Quinto e último grande pecado capital: o filme une o entretenimento a um primoroso enredo e um magistral roteiro. O Senhor dos Anéis mostrou que é possível fazer um filme de ação com qualidades que vão além do simples divertimento. O filme deixa muito mais do que uma simples mensagem, o filme deixa uma filosofia de vida. O homem é fraco. Os sábios não conhecem tudo. A ambição pelo poder corrompe todos os homens. Criaturas diferentes podem viver pacificamente. Numa guerra todos perdem. No limite todos fraquejam. A amizade é tudo que um homem precisa. O mal nunca morre. Existe uma força oculta que nos leva ao sacrifício da busca por respostas. E o principal... não se foge do destino.
Os 5 pecados capitais do filme nos colocam em uma situação difícil. É o chamado "referencial comparativo". Na administração chamamos isso de benchmark, o modelo a ser copiado. Todos os filmes pós O Senhor dos Anéis terão que viver o eterno sofrimento de serem comparados com ele. Para os fãs só resta esperar que Peter Jackson dirija o filme "O Hobbit" com essa mesma maestria que realizou O Senhor dos Anéis. "O Hobbit" é o livro de J.R.R. Tolkien que mostra as aventuras de Bilbo Bolseiro e Gandalf. O conto deu origem à trilogia. Desde já, o mais esperado filme da década. Mas isso fica para 2010. Até lá...
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.
Seth Godin foi vice-presidente de Marketing Direto da Yahoo!. Godin é considerado o pai do Marketing de Permissão. Segundo ele, não se invade mais a privacidade de um cliente sem sua autorização e, em troca, esse cliente permite espontaneamente que a empresa avance na relação entre ambos. No seu livro Marketing de Permissão, ele descreve cinco níveis de permissão:
1) Intravenoso: É o nível mais alto de permissão dada pelo cliente; 2) Por pontos: O consumidor ganhar prêmios para se relacionar; 3) Relacionamento pessoal: Busca pela relação mais rentável através de almoços e muita comunicação oral; 4) Confiança na marca: Sua criação é extremamente cara, exige muito tempo, é difícil de medir e controlar; e 5) Circunstancial: Ocorre quando um consumidor chama um número 0800 ou pára para pedir orientação ou consultar um funcionário. Os comissários de bordo, por exemplo, podem convencer os passageiros a inscrever-se num programa de milhagem, aproveitando os breves momentos em que utilizam o interfone.
Na contramão do marketing tradicional, Seth Godin defende que "a informação pode se espalhar de forma mais eficiente de cliente para cliente, e não de empresa para cliente". No livro Marketing Idéia Vírus, um modelo bem parecido com o antigo Marketing Boca-a-Boca. Em artigo para revista HSM Management, ele diz que o boca-a-boca tem sido utilizado por muito tempo, mas trata-se apenas de um parente distante da idéia-vírus. Marketing Idéia Vírus é um modelo profissional difuso, adotada como estratégia de diferenciação em mercados voláteis, como a Internet.
Godin é visto como um dos maiores inovadores de sua geração. "Quando Seth Godin espirra, cuidado! Ele está sempre nos desafiando a pensar pelo menos tão rápido quanto o mundo está mudando", acredita Steve Riggio, vice-presidente da Barnes & Noble.com.
A nova rebeldia de Seth Godin é publicar o e-Book Viral Blogs gratuitamente na internet. Ele revela o que os blogs estão mudando a maneira de pensar dessa geração. O autor ensina que um blog pode ter um grande impacto na carreira de um profissional, numa empresa ou mesmo na construção de novas idéias.
A cultura está em constante evolução, pois trabalha segundo os interesses da sociedade. O profissional de marketing deve evoluir junto com a cultura, ficando atento para novas tecnologias, mudanças na população, diminuição de recursos, guerras, mudanças de valores e costumes adotados de outras culturas.
Os professores de mercadologia da FGV-EAESP (DIAS, 2003) citam as principais mudanças culturais recentes referentes ao mercado de negócios, são elas: foco no core business (atividade fim da empresa), mercados globalizados, administração focada no cliente, consciência da responsabilidade social da empresa e governança corporativa. Schiffman & Kanuk (1997) cita a evolução dos papéis abertos às mulheres como uma das mais importantes transformações culturais desse final de século. Sobre isso, a escritora chinesa Chin-Nig Chu no livro A Arte da Guerra para Mulheres (2003), desabafa: "Por mais que os homens pensem no quanto sabem a respeito das mulheres, só uma mulher sabe como é difícil ser mulher. Além da complexidade de nossa composição física e emocional, como trabalhadoras somos também provedoras que exercem múltiplos papéis na família: esposa, mãe, cozinheira, faxineira, gerenciadora de crise, contadora, professora, lavadeira, jardineira, motorista, enfermeira, psiquiatra, médica, lavadora de louças e coletora de lixo. Nós, mulheres, para competir nesse mundo dominado por homens, sempre tivemos que ser duplamente boas em nossas tarefas e ver homens, com a mesma competência que nós, receberem salários três vezes mais altos".
Tom Peters em seu livro O Círculo da Inovação (1998), mostra estatísticas interessantes sobre essa evolução das mulheres. Segundo o autor, 65% das decisões de compra de carros nos EUA, são tomadas por mulheres, mas somente 7% dos vendedores de carros são mulheres. De acordo com Peters, há 25 anos atrás, cerca de 400.000 mulheres americanas eram proprietárias de empresas. Hoje, está perto de 8 milhões. Essas empresas faturam US$ 2,3 trilhões em vendas anuais e empregam 18 milhões de pessoas. Mais da metade dos novos empregos criados nos Estados Unidos desde 1982 são atribuíveis a empresas de mulheres. Mais de 10 milhões de mulheres ganham mais que seus maridos. As mulheres controlam mais da metade do consumo comercial e de bens de consumo que contribui para o PNB americano. Isso significa que as mulheres americanas são, de fato, a maior economia nacional do mundo, maior que toda a economia japonesa. O estudo "Perfil das Mulheres Responsáveis pelos Domicílios no Brasil", baseado no Censo 2000, mostrou que 11,2 milhões de mulheres – ou 12,9% das 86,2 milhões de brasileiras – têm sob sua responsabilidade 24,9% dos domicílios do país. Em 1991, apenas 18,1% dos domicílios estavam nessa situação.
Outra visão interessante a respeito da dinâmica cultural é mostrada por Kotler & Armstrong no livro Princípios de Marketing (2003). Para eles, os profissionais de marketing podem mudar as crenças e os valores de seu público alvo, mas devem focar nas crenças e valores secundários, sabe por quê? "As pessoas de determinada sociedade possuem muitas crenças e valores. Suas crenças e seus valores centrais são muito persistentes. As crenças e os valores secundários são mais abertos a mudanças. Acreditar no casamento é uma crença central; crer que as pessoas devem casar cedo é uma crença secundária. Os profissionais de marketing podem mudar valores secundários, mas dificilmente mudarão valores centrais. Por exemplo: em relação ao planejamento familiar, esses profissionais teriam mais êxito se argumentassem que as pessoas devem se casar mais tarde do que se dissessem que elas não devem se casar".
O estudo da cultura aplicada ao marketing torna-se ainda mais desafiador pelas enormes transformações que passa o mundo, onde a economia da força braçal cede lugar a economia da força mental, apontando transformações econômicas, sociais, políticas e culturais. Nesse contexto, qualquer estudo sobre o consumidor torna-se obsoleto em pouco tempo. A saída é estudar o consumidor através de suas motivações intrínsecas, sua dinâmica intergrupal e sua resposta comportamental aos estímulos de marketing. Só assim é possível planejar estrategicamente todas as variáveis de marketing, ficando um passo a frente da concorrência.
DC-B 2005—2018 DANIEL CASTELO BRANCO. A reprodução do conteúdo original deste blog é permitida de acordo com as diretrizes do Creative Commons. Todas as imagens de filmes, séries e demais marcas registradas pertencem aos seus respectivos proprietários. Créditos de criação e desenvolvimento podem ser conferidas nas propriedades da página. Qualquer dúvida ou reclamação entre em contato por e-mail.